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IOF de Cartão Internacional Vai Cair em 2028? A Verdade

Equipe Picnic19 de julho de 2026
IOF de Cartão Internacional Vai Cair em 2028? A Verdade

Se você guardou aquela notícia de 2022 de que o IOF do cartão internacional cairia um ponto por ano até zerar em 2028, tem uma correção importante: esse cronograma foi revogado em 2025. Em vez dos 2,38% que a tabela original previa para 2026, o brasileiro paga hoje 3,5% de IOF em compras internacionais. A alíquota não só parou de cair, como subiu e ficou parada.

Isso muda a conta de qualquer viagem, compra em site gringo ou assinatura em dólar. Muita gente ainda planeja gasto no exterior contando com um alívio que não vem mais, e a diferença aparece direto na fatura.

Este guia responde de forma direta se o IOF de cartão internacional vai cair em 2028, explica por que a redução foi suspensa, mostra quanto você paga hoje e o que ainda pode mudar. Todos os dados foram verificados em julho de 2026 em fontes oficiais (Planalto e STF) e estão datados.

O IOF de cartão internacional vai cair em 2028?

Resposta curta: não, não pela regra que está valendo hoje. O cronograma de redução gradual que levaria o IOF de câmbio a 0% em 2 de janeiro de 2028 foi revogado pelo Decreto nº 12.499, de 11 de junho de 2025. Desde julho de 2025, a alíquota sobre compras internacionais com cartão está unificada em 3,5%, sem nenhuma trajetória de queda prevista.

Ou seja: a promessa de "IOF zero até 2028" existiu de verdade, tinha data e decreto, mas deixou de valer. Continuar planejando com base nela leva a subestimar o custo real de gastar em dólar hoje.

Vale a ressalva honesta: o IOF é um imposto que o governo altera por decreto, sem passar pelo Congresso. Então, assim como o cronograma foi criado e depois revogado, uma nova redução poderia ser editada no futuro. Mas isso é hipótese, não regra — e ninguém deve contar com um alívio que hoje não existe.

O cronograma que prometia IOF zero em 2028

A confusão tem origem legítima. Em julho de 2022, o Decreto nº 11.153/2022 criou um cronograma para reduzir o IOF sobre operações de câmbio de forma gradual, com o objetivo de alinhar o Brasil ao Código de Liberalização de Capitais da OCDE. A ideia era cortar um ponto percentual por ano, começando em 2 de janeiro de 2023 e terminando em 2 de janeiro de 2028, quando a alíquota chegaria a zero.

Na prática, a trajetória prevista para o cartão de crédito internacional era esta:

AnoAlíquota prevista pelo cronograma de 2022
20226,38%
20235,38%
20244,38%
20253,38%
20262,38% (nunca entrou em vigor)
20271,38%
20280%

Até o começo de 2025 o plano estava sendo cumprido: em 2 de janeiro de 2025, a alíquota do cartão de crédito internacional realmente caiu para 3,38%, exatamente como a tabela previa. Foi o ponto mais baixo que o IOF de cartão chegou nesse ciclo — e o último degrau antes de a regra mudar.

Por que a redução do IOF foi suspensa

A virada aconteceu em 2025, dentro de um pacote de ajuste fiscal do governo federal. A sequência, toda datada, foi assim:

  • 11 de junho de 2025: o governo edita o Decreto nº 12.499/2025, que revoga o dispositivo do cronograma de redução (o antigo Art. 15-C do regulamento do IOF) e unifica em 3,5% a alíquota de câmbio para cartão de crédito, débito e pré-pago internacional, compra de moeda em espécie e cheque de viagem. Na prática, o IOF do cartão de crédito sobe de 3,38% para 3,5% e a promessa de queda some.
  • Junho de 2025: o Congresso Nacional aprova um decreto legislativo que susta o decreto do IOF, tentando derrubar a majoração.
  • 16 e 17 de julho de 2025: o Supremo Tribunal Federal, em decisão do ministro Alexandre de Moraes, restabelece parcialmente a validade do decreto. As alíquotas de câmbio (os 3,5%) voltam a valer; apenas o trecho que tratava do chamado "risco sacado" fica suspenso. A cobrança passa a valer sem efeito retroativo ao período em que esteve suspensa.

O motivo de fundo é o que a lei chama de natureza extrafiscal do IOF: a função constitucional do imposto não é arrecadar, e sim regular a economia. É por isso que o Executivo pode mexer nas alíquotas por decreto, com agilidade. O mesmo mecanismo que permitiu criar o cronograma de redução em 2022 permitiu revogá-lo em 2025, quando a prioridade do governo virou o ajuste das contas públicas. Para entender o imposto por inteiro, o guia completo sobre o que é o IOF detalha sobre o que ele incide e como é calculado.

Quanto é o IOF de cartão internacional hoje (2026)

Em julho de 2026, o IOF sobre compras internacionais com cartão está em 3,5%, igual para praticamente todos os tipos de cartão tradicional:

Tipo de cartãoIOF vigente em 2026
Crédito internacional3,5%
Débito internacional3,5%
Pré-pago internacional3,5%
Moeda estrangeira em espécie3,5%
Cheque de viagem (uso pessoal)3,5%

Traduzindo em dinheiro, com o câmbio a R$5,10 (julho de 2026):

  • Compra de US$100 em site estrangeiro: R$510 de base, R$17,85 só de IOF, antes do spread.
  • Viagem de US$2.000 nos Estados Unidos: R$10.200 convertidos, R$357 de IOF.
  • Assinatura de US$20/mês (streaming, IA, hospedagem): R$3,57 por mês, R$42,84 por ano apenas de IOF.

E lembre que o IOF é só parte da conta. No cartão de banco tradicional ainda entra o spread cambial de 4% a 6% sobre a cotação. Somando tudo, o custo real de uma compra internacional fica entre 7,5% e 9,5% acima do câmbio de mercado. Se quiser ver quanto cada banco cobra na prática, este comparativo do custo por banco no exterior abre a conta de Nubank, Itaú e Inter lado a lado.

Quanto a suspensão está custando ao seu bolso

O jeito mais claro de sentir o efeito é comparar o que você paga com o que o cronograma original teria entregado. Em 2026, a tabela de 2022 previa 2,38%. A regra em vigor cobra 3,5%. São 1,12 ponto percentual a mais do que a "promessa", em cada compra.

Numa viagem de US$2.000, com câmbio a R$5,10:

  • Cenário do cronograma (2,38%): R$10.200 × 0,0238 = R$242,76 de IOF.
  • Regra vigente (3,5%): R$10.200 × 0,035 = R$357,00 de IOF.
  • Diferença por causa da suspensão: R$114,24 a mais, só de imposto, numa única viagem.

Para quem gasta em dólar o ano inteiro — freelancer, quem faz compras recorrentes, quem viaja com frequência — essa diferença se acumula. E, diferente de 2025, agora não há um degrau descendo no ano seguinte para compensar.

Dá para o cronograma voltar? O que ainda pode mudar

Como o IOF muda por decreto, o cenário não é estático. É possível que, no futuro, o governo edite uma nova redução — seja para retomar o alinhamento com a OCDE, seja por decisão de política econômica. Mas, até julho de 2026, não há cronograma de queda em vigor, e a leitura prudente é não planejar gasto assumindo que o IOF vai cair.

Há um segundo movimento regulatório que vale a pena acompanhar. Com a Resolução BCB nº 521/2025, determinadas operações com ativos digitais referenciados em moeda estrangeira passaram a poder ser enquadradas como operações de câmbio. A regulamentação complementar sobre a incidência (ou não) de IOF nesse tipo de operação ainda não foi publicada até julho de 2026. Enquanto isso, há plataformas que operam fora do trilho tradicional de câmbio e, hoje, sem cobrança de IOF nessas transações. O cenário pode mudar — por isso, sempre confirme a alíquota vigente antes de planejar uma viagem ou compra de alto valor.

A única forma de zerar o IOF do cartão hoje

Enquanto a alíquota de 3,5% continua valendo para o trilho tradicional, a saída que sobra é não passar por esse trilho: gastar dólar que já está convertido.

É aqui que o Picnic muda a matemática. O Picnic é uma plataforma de tecnologia que opera globalmente desde 2021 e oferece, no Brasil e na Europa, uma conta internacional com cartão Visa em dólar digital. Como ele funciona com rails próprios de dólar digital, e não pelo câmbio tradicional do cartão, o gasto acontece fora do caminho do IOF de cartão:

  • Compra em dólar: 0% de IOF e 0% de spread — custo total zero, literalmente grátis quando você usa o cartão nos Estados Unidos.
  • Compra em outras moedas (euro, iene, libra): apenas ~0,3%, a margem da própria rede Visa que todo cartão do mundo tem — o menor custo do Brasil.

Na prática, aquela viagem de US$2.000 que carregaria R$357 de IOF no cartão tradicional (e outros R$500+ de spread) fica com esse valor no seu bolso. Você compra dólar digital via Pix pelo preço de mercado, recebe um cartão Visa físico e virtual e gasta em qualquer lugar onde a Visa é aceita — mais de 180 países. Para comparar caminhos de reduzir o imposto em compras específicas, veja também como pagar menos IOF no Booking e o guia de cartão de débito ou crédito no exterior.

Veja como funciona o cartão Picnic na prática.

Conclusão

O "IOF vai cair até 2028" foi uma regra real, mas não é mais o presente. Três pontos para levar deste guia:

  1. O cronograma foi revogado. O Decreto 12.499/2025 acabou com a trajetória de redução e unificou o IOF de câmbio em 3,5%, decisão confirmada pelo STF em julho de 2025.
  2. Em 2026 você paga mais, não menos. Onde a tabela de 2022 previa 2,38%, a regra vigente cobra 3,5% — cerca de R$114 a mais de imposto numa viagem de US$2.000.
  3. Zerar o IOF hoje depende de sair do trilho tradicional. Gastar dólar já convertido, com uma conta em dólar para brasileiros, é o que mantém o custo em 0% nos Estados Unidos e ~0,3% em outras moedas.

O IOF pode voltar a mudar por decreto, para cima ou para baixo, então vale confirmar a alíquota vigente antes de cada gasto grande. Mas, enquanto a regra for 3,5%, quem quiser proteger o próprio dinheiro precisa escolher bem o cartão, a conta e a forma de gastar em dólar.

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A Picnic é uma plataforma de tecnologia que permite ao usuário interagir de forma autônoma com USDC, stablecoin emitida pela Circle, pareada ao dólar americano, em redes blockchain públicas. O USDC não é moeda de curso legal no Brasil.

A cotação exibida varia conforme condições de mercado e o valor final válido é o apresentado na tela de confirmação da transação. Criptoativos envolvem riscos, incluindo volatilidade e perda de paridade.

A Picnic não custodia ativos do usuário e não é instituição financeira ou PSAV. O envio e recebimento de valores em dólares para conta americana é realizado por meio de parceria com a Noah Savings Inc. Termos e condições se aplicam.

Dados verificados em abril de 2026.

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